Fundador do Facebook assume erros

Motivo da audiência:

A audiência foi motivada pelo escândalo do vazamento de dados de 87 milhões – entre eles 443.117 brasileiros- de perfis do site por um desenvolvedor de um aplicativo para a empresa britânica de marketing digital Cambridge Analytica, que segundo um ex-funcionário, teria usado essas informações para influenciar as eleições de 2016 a favor de presidente Donald Trump.

O CEO Mark Zuckerberg, assumiu falha na rede social Facebook:

Zuckerberg afirmou, na primeira parte de seu depoimento, que a Cambridge Analytica não foi banida em 2015, quando o Facebook soube que a empresa britânica tinha dados de seus usuários, porque a consultoria política não usava nenhum dos serviços da rede social.

“Não tínhamos do que bani-los.”

Após o recesso, ele corrigiu a informação. Ele disse que a empresa estava, sim, na plataforma na ocasião e não foi banida. “Foi um erro não ter banido”, disse.

Ele disse também que, quando soube que a Cambridge Analytica não havia deletado os dados de 87 milhões de usuários anos atrás, o Facebook não notificou os afetados porque “nós consideramos isso um caso encerrado”. E ainda respondeu que nenhuma pessoa da empresa foi processada devido ao escândalo.

Sobre navegação rastreada: 

Zuckerberg confirmou que dos usuários cadastrados são coletados não só registros do que é publicado e compartilhado, mas também atividades realizadas quando a pessoa não está logada na plataforma, como os sites visitados.

Quando questionado sobre a razão dessa prática, justificou que esses procedimentos ocorrem “por razões de segurança” e para subsidiar a difusão de anúncios.

 Rastreamos algumas (informações de navegação) por questão de segurança e anúncios. Mesmo se a pessoa não está logada, rastreamos o que está acessando como medida de segurança. Nos anúncios, coletamos para que eles sejam mais relevantes. Mas há um controle, que a pessoa pode desligar — disse.

Ao ser questionado se essa forma de funcionamento não implicaria uma violação da privacidade dos usuários, Zuckerberg respondeu que a proteção está na capacidade dos usuários de escolherem o que e para quem compartilham conteúdos:

 Toda vez que alguém escolhe compartilhar algo, o app permite escolher se se você quer compartilhar só com seus amigos ou público.

Versão paga da rede social: 

O modelo de negócios do Facebook é baseado, em geral, nessa publicidade e isso também gera polêmica.

“Nada na vida é de graça”, disse o senador Orrin Hatch, após perguntar a Zuckerberg como o Facebook ganhava dinheiro sem cobrar dos usuários.

“Senador, publicamos anúncios”, respondeu Zuckerberg.

Ele foi categórico sobre a possibilidade de cobrar aos cidadãos pelo uso do Facebook, sem que isso, no entanto, prejudique os propósitos da rede social.

“Sempre haverá uma versão gratuita”, disse o empresário.

“Nossa missão é tentar ajudar a conectar todas as pessoas ao redor do mundo (…) Para isso, precisamos oferecer um serviço que todos possam pagar.”

Como será resolvido: 

Primeiramente o Facebook ficou responsável por alertar através de uma notificação aqueles usuários que tiveram seus dados revelados de forma ilegal. Outra medida adotada por eles para tentar restaurar a sua imagem com os usuários foi lançar um programa que fornece recompensa em dinheiro para quem denunciar qualquer tipo de abuso em relação à coleta de dados.

O programa foi nomeado de ‘Data Abuse Bounty’ e já está em vigor. A empresa não revelou quais os valores que serão repassados para quem encontrar falhas, mas as recompensas por bugs encontrados já chegaram a mais de US$ 40 mil. A ideia é que o programa recompense os usuários de acordo com o impacto da denúncia.

Como saber se seus dados foram compartilhados: 

Para saber se os seus dados foram compartilhados, é necessário logar na rede social e ir na busca rápida, no canto superior direito da página inicial. Um círculo com ponto de interrogação identifica a ferramenta.

O próximo passo é digitar as palavras-chave Cambridge Analytica. Aparecerá um link com a pergunta “Como faço para saber se minhas informações foram compartilhadas com a Cambridge Analytica?”.

Se os seus dados não tiverem sido violados, aparecerá a seguinte mensagem ao clicar sobre a pergunta:

“Com base em nossos registros disponíveis, nem você, nem seus amigos entraram no aplicativo ‘This Is Your Digital Life’. Como resultado, não parece que suas informações do Facebook tenham sido compartilhadas com a Cambridge Analytica pelo aplicativo ‘This Is Your Digital Life’”.

Os usuários que tiveram as contas violadas, conforme o Facebook, receberam aviso no topo de seus feeds de notícias alertando-os de que seus dados foram “mal utilizados” pela empresa.

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